terça-feira, 22 de janeiro de 2013

229

Depois daquela entrada descontrolada na atmosfera a nave embateu com estrondo na superfície deserta do planeta. Uma coluna de fumo assinalava o local. Estavam perdidos. O Capitão Flint não o escondia. Agora lutavam contra os elementos na planície de plástico que se estendia interminável e azul cinzenta. Para manter o equilíbrio mental necessário à sobrevivência, Flint assobiava. Partiram dos destroços tomando uma direcção incerta e fazia tempo que caminhavam sem esperança de encontrar socorro. O Capitão Flint que era um tipo alto que usava uma tampa vermelha na cabeça, disse a certa altura para os outros, dificilmente encontraremos o caminho de regresso. O mais baixo, o sargento especialista Joe Gold Caparica e o pequeno robot de seerviço que usava os braços em cruz, concordaram.

Flint que procurava manter a cabeça fria, observava uma e outra vez o horizonte, e determinava o melhor percurso. Os companheiros de aventura seguiam-no em silêncio. Tinham aterrado na planície da morte.

 

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