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Mensagens

Cena do Mar (289)

"Cena do Mar " Grafite e carvão sintético s/ papel Fabriano 200g. 86cm x 70cm. 2014 Talvez a paisagem não evoque apenas um passado literário, ou mitológico, ou outro qualquer que seja deste tempo, mas sim uma presença. Talvez a fotografia e a reprodutilibidade das imagens dos nossos dias nos tenha afastado da origem da representação da "natureza" - das cidades e dos campos onde crescem palhas, das dunas perto do mar e das nuvens que são a casa de alguns pássaros. A facilidade de recepção dessas imagens impressas retirou-nos a capacidade de nos impressionarmos. Uma paisagem pintada, ou um fundo da "natureza" aparece quase sempre repleto de constragimentos perante o olho habituado à televisão. Esta fatalidade, a de acreditarmos que somos mais livres por não ver, por mudar de canal, cegou-nos. O campo/ fundo é uma espécie de natureza onde o espírito divaga sobre a possibilidade de acrescentar um episódio novo ao andamento narrativo que podemos construir em so…

Sonatina I (288)

Sonatina IPrimeiro perdi a esquerda da direita inutilizando um dos pares. Depois, a direita da esquerda do outro menos usado. Da mão direita, a luva que fazia par com a esquerda, e da esquerda o par da direita. Fiquei com duas luvas diferentes que ainda assim fazem conjunto. Uso-as com inibição, ainda que ninguém repare nas mãos. Ao Domingo, se o clube do bairro joga em casa, vou ao futebol. Ponho o meu melhor chapéu, faço na gravata um nó diferente daquele que uso durante a semana e, se faz frio, calço luvas. Para falar verdade, uso luvas sempre que faz frio, seja dia de semana ou não. Até há bem pouco tempo eu tinha dois pares de luvas. Se usasse sapatos de cor diferente todos reparariam, mas nas mãos, que pendem com maior liberdade dos lados do corpo ninguém repara. Uso, por isso, com a finalidade de me evitar embaraços perante os outros uma mão no bolso. Devo tê-las perdido à saída de algum edifício, num transporte público ou num banco de jardim onde possa ter estado. No cinema, …

O exame que faltava fazer (287)

É quase amanhã. Amanhã será o dia 18 de Dezembro, e pronto. 18 do mês em que sobra amor nas esquinas, como é hábito, para dar aos mais necessitados. O resto do ano que se lixem os que nada têm, mas no mês de Dezembro há que dar que fica bem. Amanhã, dia 18 de Dezembro, lá no meu trabalho mandaram-nos reunir bem cedo. Parece que há exame para as outras pessoas que são como nós mas que por motivos que se desconhecem e infinita má fé do Ministro da Educação não têm tido trabalho como nós. Mas parece que trabalho para fazer nas escolas não falta. Há professores com alunos a mais, há professores sem alunos, logo é só DIVIDIR e arranja-se trabalho para todos. Desde quando se podem dispensar professores? Não haverá aqui um contra-senso? Então a educação é, ou não é, um dos pilares do desenvolvimento social, económico, e etc. e tal de um país? Parece que estes professores que não têm alunos foram mandados fazer um exame para se saber afinal quem fica e quem vai. Quero dizer, quem vai de vez …

Pardais e outras espécies raras de passarada (286)

Alguns dos meus pardais preferidos que vivem num bando maior que ali tenho à mão. Ontem, no bar d' A Barraca, houve "Uma editora no Subterrâneo" em Letra Livre. Postado com o Blogsy

As pequenas livrarias são mesmo bestiais (285)

Parece que temos festa (284)

Acho que vou à festa, sou cúmplice!Postado com o Blogsy

Estes gajos outra vez (283)

É possível que de tempos a tempos a malta se sinta mal e diga por aí o que sente. É bem possível que de vez em quando vos mandemos p'ro caralho por não haver outro sítio mais adequado que o impossível para vos mandar, ou com que sonhemos plausível encontrar-vos. Isto aocntece sempre que brota desses ofícios onde se ensina o aprendiz de aldrabão a timoneiro. Resulta com o tempo o medrar de tais personagens. E como quase sempre tresanda a político de aviário a malta tem que dizer o que sente.A fotografia tem muitos anos e dois amigos do Porto.Postado com o Blogsy