Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Os dias que seguem aos dias seguintes (272)

Moulin de la Galette, segundo um amigo holandês. O vinho é feito de uma espécie de luz que atravessa o mundo vindo das montanhas. Apesar da luz das montanhas ser mais crua, mais densa, e, segundo alguns cientistas de renome, ser mais complexa na sua estrutura atómica, ela adoça o vinho que se transforma em luz e a luz em almoço e o almoço em carne. Impressão ao Sol do meio dia, vespas e figo.Postado com o Blogsy

Foi na semana passada que aconteceu e havia Sol que se fartava (271)

Foi na semana passada que aconteceu o que vi. Ao vir da mina de água reparei numa afloração de seres ao fundo no quintal que surgia. E fiquei ali a olhar espctante a ver no que dava aquilo tudo. Eram mulheres que saíam da terra e por fim um homem em tronco nu que se apoiava num guarda-chuva. - "Estamos prontos" -, disse um deles, e partiram saltando sobre a veação. No buraco nasceu um limoeiro de cheiro. Está lá para que fique lá. Foi na semana passada e vai ficar no Módulo até se sentir o Novembro que se aproxima.Postado com o Blogsy

A pesca é uma arte difícil (270)

O Verão que ela usava tinnha nos sapatos a cor dos seus pés FIGURES & GROUNDS (FADIGA E LASSIDÃO) Quando lá chegaram estavam afogueados de tanto correr. Tinham vindo de longe. A viagem fizeram-na guardados na mala do carro por causa da chuva. Papeis rebeldes que insistem em enrolar-se para o sítio que a gente não quer. Ao fim do dia já estavam pendurados nas paredes à espera de serem vistos. A pesca é uma arte difícil. Dia 5 de Outubro, encontramo-nos todos lá no sítio da Calçada dos Mestres, às 18h.Postado com o Blogsy

História das duas Luas de Veneza (269)

"História das duas Luas de Veneza" Vai no ar uma espécie de festa no atelier. Não sei se a alegria contida nestes desenhos contagiará os outros. Não foi esse o objectivo. Mas existe, está lá. De papel para papel, vai no ar uma espécie de conversa que elas todas têm tido umas com as outras. Aquilo tudo junto aviva-se e eu também. Dia 5 de Outubro, no Módulo, às 18h, eu serei aquele de camisa vermelha para vos dar a conhecer "O Verão que ela usava tinha nos sapatos a cor dos seus pés".Até lá.Postado com o Blogsy

Duzentos e tal... é um convite! Apareçam.

Os Verão que ela usava tinha nos sapatos a cor dos seus pés Figures and Grounds, (Fadiga & Lassidão)Há neste conjunto de trabalhos um quadro vermelho. Foi a partir do vermelho desse quadro que imaginei toda montagem na galeria (Módulo). Nesse quadro existem duas personagens, o Ferreiro de Urano, e a Mulher Cabeça de Veado. Fazem ambos parte de uma composição-colagem cheia de elementos que organizam o campo visual e onde se agarra um admirável mundo que suponho dar a ver. Têm ambos uma história, ou fazem parte de uma história que por agora não interessa contar. O quadro chama-se "O Verão que ela usava tinha nos sapatos a cor dos seus pés". Nesta exposição, anuncio, sem ponta de tristeza, o fim de um ciclo e o princípio de um outro. Postado com o Blogsy

As sombras que árvores dão (267)

Ontem, de debaixo de uma generosa árvore, abri uma mala cheia de coisas que fiz. "A árvores do Sr. Gervásio" tinha livros repletos de desenhos e textos, significantes poéticos dentro de caixas de saladas de outros dias quentes, uma peça de arquitectura que se destina à cidade imaginária Aurora da Liberdade, cadernos de desenho puro, uma caixa com uma imagem de um retrato de uma família muito especial - por onde se espreitava, funcionando como câmara lúcida. Postais de exposições que realizei e os meus dois livrinhos editados pela & etc. A minha pequena instalação tinha a possibilidade de ser explorada: os livros abertos e lidos, as coisas tocadas. "Oferecem-se sombras", um projecto da autoria da Vera Mantero. A luz de Setembro encheu o dia, comi maçãs e bebi água. Vi gente que se sentou a ler os riscos que faço das minhas mãos.Postado com o Blogsy

Da Metafísica das coisas (266)

Estaremos todos desculpados aqueles que, em Lisboa, se proponham a falar da Metafísica. Ali, lá, onde quer que se encontre Lisboa, aos nossos pés ou mais distante no Universo, Metafísica e Lisboa estarão de braço dado para todo sempre. Unidas no provável infinto sentésimal do conehcimento. Uma coisa é Lisboa dos turistas, outra é a cidade onde a Metafísica está para o vinho como estão os chocolates e o vinho para a vida com profundo significado ontológico. É toda uma cosmogonia, percebem?, um desiderato intelectual. As coisas são como são e os dias, sendo de Sol a Sol, quase todos iguais, contém em si a Metafísica de que vos falo: a das coisas que são a sede, os seres automatizados, as diferentes categorias de cada uma das cores conhecidas, etc., existe sempre um além de possibilidades. Dias longos não contam para nada, digo-vos eu.Postado com o Blogsy