Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

As sombras que árvores dão (267)

Ontem, de debaixo de uma generosa árvore, abri uma mala cheia de coisas que fiz. "A árvores do Sr. Gervásio" tinha livros repletos de desenhos e textos, significantes poéticos dentro de caixas de saladas de outros dias quentes, uma peça de arquitectura que se destina à cidade imaginária Aurora da Liberdade, cadernos de desenho puro, uma caixa com uma imagem de um retrato de uma família muito especial - por onde se espreitava, funcionando como câmara lúcida. Postais de exposições que realizei e os meus dois livrinhos editados pela & etc. A minha pequena instalação tinha a possibilidade de ser explorada: os livros abertos e lidos, as coisas tocadas. "Oferecem-se sombras", um projecto da autoria da Vera Mantero. A luz de Setembro encheu o dia, comi maçãs e bebi água. Vi gente que se sentou a ler os riscos que faço das minhas mãos.Postado com o Blogsy

Da Metafísica das coisas (266)

Estaremos todos desculpados aqueles que, em Lisboa, se proponham a falar da Metafísica. Ali, lá, onde quer que se encontre Lisboa, aos nossos pés ou mais distante no Universo, Metafísica e Lisboa estarão de braço dado para todo sempre. Unidas no provável infinto sentésimal do conehcimento. Uma coisa é Lisboa dos turistas, outra é a cidade onde a Metafísica está para o vinho como estão os chocolates e o vinho para a vida com profundo significado ontológico. É toda uma cosmogonia, percebem?, um desiderato intelectual. As coisas são como são e os dias, sendo de Sol a Sol, quase todos iguais, contém em si a Metafísica de que vos falo: a das coisas que são a sede, os seres automatizados, as diferentes categorias de cada uma das cores conhecidas, etc., existe sempre um além de possibilidades. Dias longos não contam para nada, digo-vos eu.Postado com o Blogsy

Metafísica da sede (265)

Metafísica dos seres automatizados (264)

Goya, revisitado (263)

Podia viver de outras coisas, mas se pudesse ficaria saciado com generosas talhadas de melão e presunto às fatias, pão e vinho, café. A montagem já existe na cabeça à algum tempo, tendo-se definido recentemente o alinhamento, entre as sombras e a luz, permito-me apresentar a amante do Goya em versão da companhia das Índias. A 5 DE OUTUBRO, NO MÓDULO, LISBOA, SEGUE-SE:Figures and Grounds (Fadiga & Lassidão)Os limites visíveis são os dos muitos caminhos possíveis, tal como a vida no planeta se multiplicou com a finalidade de o habitar. Assim, o erro entende-se, mas não se pode confundir o todo com as suas partes, ainda que sejam mais ou menos importantes, para o todo, a soma das suas partes. O título da mostra é, pois, Figures and Grounds (fadiga e Lassidão). Este quase texto, este título, secundado por um subtítulo referido em surdina é meio furtado a um artigo sobre Barkley L. Hendricks pintor negro norte-americano contemporâneo.A presente exposição traduz-se num "novíssimo…

Uma semana em Évora (1)

Tem sido uma semana e tanto. O outro amor da minha vida mudou-se para a Rua 5 de Outubro, em Évora. A porta já está aberta, as prateleiras estão já cheias de livros que tenho ajudado a organizar letra por letra os autores dos livros. A Fonte respira e vai ganhando vida, transpira novidades. Acho esta Fonte mais bonita que a original, apesar de na primeira ter lá nascido o meu filho, por morar lá o outro amor da minha vida. Não foi a vida que mudou, têm-nos feito mudar de vida. E a gente muda, enquanto as letras encherem fontes de torrentes de vida, a gente muda. Agora é Évora que é uma cidade bonita e cheia de japoneses.Tem sido uma semana para não esquecer, passada entre parafusos e pó; vi arder, literalmente, uma aparelhagem que tocava um disco do Tartini. Hoje já não tenho pés que aguentem a ansiedade da abertura. Às portas do Giraldo, entre a Sé e o céu de Évora cheio de pássaros que não sei o nome, mora a nova Fonte de Letras. A porta tem o número 51.(Nas vitrines), o Arcimboldi …

O critico de arte (261)

O crítico de Arte, atarantado com a luz que emanava das coisas, vivia num jogo de sombras.Postado com o Blogsy