Sei de um rei que comeu um chapéu de palha no seu palácio de Verão.Sei de uma mulher que não recebe cartas de países distantes.Sei de uma coisa que me faz rir quando quero.Sei que podemos deixar de ver.Sei uma coisa e outra.
Tive um império de dedos para dedilhar sedas, planaltos para correr, arrozais de mosquitos para zumbir, um ou dois cães que sentados me guardavam os sonhos à porta de um castelo de açúcar. Desses dias guardei sempre um desenho com gatos às riscas.