terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

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O banco de jardim de Cadiz

173

O banco de jardim Zanzibar

172

 

 

 

O banco de jardim de Nairobi

 

171

 

 

O banco de jardim de Ronda

170

 


O banco de jardim de Paris

 

169

 

 

O banco de jardim de Cambridge.

168


(Um pé e parte de uma perna de biblioteca a fingir que são um auto-retrato)

Quando os dias aumentarem de tamanho, aumentarão em grandeza os sonhos, os bolos que existem nos sonhos, a água da boca que se põe nos sonhos, e, só então, os sonhos serão coisas parecidas com torrões de Alicante mas mais doces e menos consistentes. Enquanto esses dias não chegam ao calor da pele, suporto as infidelidades da sorte como golpes imerecidos. 



 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

167

Hoje é dia de achar piada. Rir de não sei o quê. Coçar as costas. Correr contra o vento. Saltar. Hoje é esse dia incerto e sem limites. Dia do riso. Rir. Morrer a rir, sem retorno. De boca aberta. Morte certa da boca escacarada para fora. Palavras.

Por vezes dói onde a dificuldade se junta a um canto. Ao sol que amadurece tudo perece aqui na terra. 

Sou favorável à diferença por natureza do espírito aberto. Ouço dizer coisas contrárias, ligo pouco. Sento-me a ver cair no chão o ar denso das comversas. Falta-me a química para me levantar. Uso a força noutra direcção.

Agradam-me paralélipipedos. Uns, tios dos outros, fazem fila em frente ao pacote de leite gigante. Quando as portas se abrem desaguam todas as formas de explicar o branco. O mundo é branco retocado nos seus limites por um dourado aplicado por ourives.

As melhorias são visíveis, não se verificam atrapalhações. Antevejo um final feliz.


domingo, 5 de fevereiro de 2012