terça-feira, 20 de setembro de 2011

139



Eu cá ia caindo da bicicleta abaixo por se me ter partido um pedal. Ficar sem pedal na bicicleta é como andar nos sapatos dos outros e, provavelmente, é pensar como os outros pensam, dizer igual o que os outros dizem. Estou sem pedal, portanto. Coxo do pedal esquerdo não posso ir e vir com é meu hábito. Ando, assim, pelos convenientes pés que levam e trazem.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

138t


Eu tenho melhores coisas onde gastar o meu tempo, para perder a minha energia, ou salivar de prazer. Eu tenho tudo isto mesmo aqui à mão de semear. Nas minhas costas plantam-se a filha do chinês a olhar o grande lago de todas as palavras e o homem das borboletas em dia sheeler's green. Mas há dias em que não posso deixar de reparar na ignorância asinina que traja a verdade por onde passa. Afinal que merda de país é este? Que raio de homem do leme elegemos nós para Presidente da República que está à espera que o governo da cor do Governo Regional da Madeira espere que o primeiro (e único) castigo do Sr. Alberto  se reflicta no acto eleitoral da ilha.

Já que o governo não consegue corrigir, proponho eu: que em conjunto, nós o povo, dividamos entre si os custos da contratação de um advogado e levemos a tribunal estes senhores que são a causa da presença do FMI em Portugal. 

É certo que existem causas exteriores para o nosso momento de crise económica... mas, convenhamos, temos sido governados por sucessivas quadrilhas de ladrões.

domingo, 28 de agosto de 2011

136



Procuro modelo feminino/ masculino 
para sessões de desenho de observação.

Paga-se, claro. (Montante a combinar)

Horário: Sábados das 9:00h, às 12:00h.

contacto jmgervasio@gmail.com

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

134



Bleuretália 
(achados, infructuosidades e quadros pintados)


 14 de Agosto, 19:00h, Galeria Municipal de Montijo.
Rua Almirante Cândido dos Reis, n.º 12, Montijo.


Até 30 de Outubro de 2011.

133


FIM (como no cinema)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

132

História de uma peça que há muito já tinha nascido


Respira-se de alívio no estaleiro. A coisa ganhou corpo avindo da forma. Hoje, os operários, dormem todos nas suas casas. 

domingo, 7 de agosto de 2011

131



História de uma peça que não quer nascer

Uma das entidades pousou no interior da grande torre. Os operários sorriram. A coisa ficou a viver lá dentro para alegria de todos. Nada mais a declarar, regressaram ao trabalho.

130

História de uma peça que não quer nascer

As vistas têm-se sucedido.  Entidades volantes têm pousado no estaleiro. O vai-vem entre o céu e este pedaço de terra faz-se de afigurações. Os operários descansam nestes instantes. O trabalho árduo continua. O fim está próximo, sente-se.