(De momento sem hipótese de incluir uma imagem)
A ilha acaba onde a estrada termina. Um curto abismo que deixa o coração a bater mais forte traz a brisa marítima à ponta do olfacto perdido. Nos lábios, na boca toda, sente-se-lhe o sal. A terra naquele ponto dá lugar ao mar tocado pelo vento ameno. Mesmo em frente ergue-se um gigantesco rochedo irmão da ilha. Uma coisa tamanha que os olhos não conseguem abarcar na totalidade, e, ainda assim, pequena que ninguém lá habita para além das aves. Pedaços mais pequenos, rochas menores, aparecem à superfície criando em conjunto com as ondas um outro ritmo, como um homem que coxeia enquanto anda, quase dançante. E o ar é quente, e o ar é doce, e ar debaixo deste céu coberto de nuvens é feito de uma delicada filigrana que faz parte do nosso suspirar. Sopra um arejo de norte para sul que faz abanar as abas do meu chapéu, uma coisa sem importância que mereça outro reparo.
Ao fim de alguns dias na ilha estou tocado pela graça da sua natureza que me …