Espero-te aqui na casa do casaco do botão partido. Quando voltares ainda cá estarei, prometo. Se não estiver aqui onde agora me encontro repara por mim mais abaixo. Ali mesmo, antes do virar da esquina, perto da casa dos alizares castanhos. Apontava para uma espécie de inferno divertido enquanto cerzia um fio de conversa sem resposta na ponta de um dedo: ainda cá estarei quando voltares, (gritava), talvez não saia daqui encostada ao muro de cal. Aquela que ali estiver hei-de ser eu. Daqui não saio nem vou a lado nenhum que o tempo não me chega a tanto, fico a olhar o céu, está bem? Seguiam-se considerações meteorológicas que ponteavam a conversa e a devolviam à realidade para lá da razão. E eu todo ouvidos. E logo eu capaz de a entender no mínimo detalhe sobre o que me era proposto. Eu cheio de atenção. É capaz de chover lá mais para a tarde, lá mais para o fim do dia. Vamos, despacha-te!Continuava a desfiar palavras suas que me prendiam. O afecto que lhe tinha manifestava-se nos meus…
Considerando o melhor dos mundos possíveis, onde tudo vai pelo melhor.